quarta-feira, 25 de maio de 2016

BIBLIOTECA: SEM ALFORRIA


Chibatadas foram dadas na mi'alma.
As dores escorrem pelo meu coração.
Acorrentaram minhas mãos aos grilhões...
Fui posta no tronco sem razão.

Lutei por minha liberdade ainda menina!
Mas o soco veio sem dó.
Jorrando sangue meu nariz ficou por tempo...
Tempo que está manchado de sangue e de atado nó.

Quis gritar, mas meu grito foi calado!
As lágrimas são rio de restinga,
seca na boca as palavras que não posso dizer.
Parei de lutar para não morrer.

Hoje depois de décadas,
Quando olho para trás.
Percebo que não deveria ter desistido de buscar a liberdade que me negaram...
E hoje...
Sou escrava de mim mesma.
Beta de Santana, escrita em: 31/12/2015

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